Abstract
ANTECEDENTES: O envelhecimento populacional impõe novos desafios para os modelos tradicionais de moradia e cuidado. Uma alternativa que vem ganhando destaque mundialmente é o sênior cohousing, um modelo de habitação colaborativa voltado para pessoas idosas, que promove a criação de comunidades autossustentáveis, nas quais os moradores compartilham responsabilidades e apoio mútuo. Esse arranjo residencial busca oferecer não apenas um ambiente físico adaptado, mas também fortalecer laços sociais e promover a cooperação entre os residentes, reduzindo o isolamento social e promovendo o apoio mútuo. ABORDAGEM: Mapear e sintetizar as evidências disponíveis sobre o modelo de moradia sênior cohousing para as pessoas idosas, bem como sua contribuição para o fortalecimento das redes de apoio mútuo e suporte social entre os moradores no envelhecimento. Foi realizada uma revisão de escopo, cujas fontes estudadas são artigos científicos disponibilizados nas bases de dados: PubMed, PubMed PMC, Scopus, MedLine, Ageline, Embase, Proquest Central, Web of Science, ProQuest Dissertations & Theses Global e Scielo. O levantamento foi realizado em 04/12/2023, e atualizado em 06/12/2024, sem recorte temporal. Os termos de buscas utilizados foram “pessoas idosas” e “cohousing”. RESULTADOS: Foram recuperados 2.241 trabalhos. Utilizando o programa Rayyan foram identificadas e removidas 888 duplicidades, sendo que, de acordo com os critérios de inclusão e exclusão estabelecidos, 156 foram elegíveis para leitura completa, resultando em 72 artigos foram inclusos. As evidências apresentadas foram extraídas a partir da análise detalhada dos trabalhos realizados. IMPLICAÇÕES: O sênior cohousing se destaca como uma alternativa inovadora e promissora para o envelhecimento na comunidade, oferecendo uma combinação equilibrada de moradia e interação social que promove o apoio mútuo entre os residentes. Os dados revelam que esse modelo habitacional proporciona um forte senso de pertencimento e segurança, fortalece os vínculos sociais e favorece a criação de uma comunidade integrada, com elevado suporte social. O engajamento comunitário e o impacto positivo na saúde mental dos moradores são evidenciados, reforçando a importância das redes de apoio promovidas pela vida em comunidade, contribuindo para o envelhecimento saudável e para a permanência por um maior tempo na própria comunidade. Desta forma, o sênior cohousing promove cidades inclusivas e resilientes, que integram práticas de bem-estar e preservação ambiental em suas abordagens de cuidado, estando alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, 11, 13 e 17. Comunidades que adotam esse modelo se beneficiam de um planejamento urbano que inclui soluções de saúde pública focadas na cooperação, bem-estar coletivo e no uso eficiente de recursos, apoiando-se em práticas que fortalecem as redes de apoio. Em tempos de crises climáticas ou emergências, o cohousing permite uma resposta colaborativa e adaptativa, integrando sistemas de assistência social e de saúde de maneira sustentável. Para que esse modelo seja eficaz, adaptações e suporte devem ser cuidadosamente planejados, de modo a atender às necessidades específicas das pessoas idosas. Além disso, é fundamental que políticas públicas incentivem a expansão desse tipo de moradia, dada sua contribuição para o fortalecimento da rede de apoio social mediante o envelhecimento populacional.
PALAVRAS-CHAVE: Cohousing; Moradia; Pessoa idosa; Sênior Cohousing.
